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Archive for Fevereiro, 2010

Na passada Terça-Feira, 23 de Fevereiro, teve lugar a Assembleia-Geral da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Um dos pontos em discussão era a oportunidade a viabilidade da criação de uma Ordem dos Arqueólogos. Este assunto, que não é novo, releva da reunião havida entre a Associação e a Ministra da Cultura em Dezembro passado, na qual se relançou a ideia da Ordem como forma de acreditação profissional. Foi então criado um grupo de trabalho informal com a participação da AAP e da Associação Profissional de Arqueólogos destinado a preparar o processo de discussão e eventual criação da Ordem. Foram discutidos alguns argumentos contra e a favor da criação de uma associação profissional dessa natureza. A ideia da criação de um Sindicato de profissionais de arqueologia foi igualmente aflorada, independentemente da existência de uma Ordem.

Está em preparação a realização de um debate nacional, aberto a toda a comunidade arqueológica, que será brevemente anunciado.

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O nº 58-59 da Revista Arqueologia & História, editada pela Associação dos Arqueólogos Portugueses, será lançado hoje, dia 23 de Fevereiro, pelas 19h, nas Ruínas do Carmo, em Lisboa. Este volume, dedicado à memória dos nossos consócios Teresa Júdice Gamito e J. J. Fernandes Gomes, contém diversos trabalhos de investigação, desde a Pré-História à Idade Moderna, e poderá ser adquirido pelo preço especial de lançamento de €12,00, na loja do Museu Arqueológico do Carmo.

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O Livro branco da Arqueologia portuguesa é uma iniciativa da Associação dos Arqueólogos Portugueses, que consiste numa tentativa de sistematização e diagnóstico dos principais problemas da Arqueologia portuguesa, redigida por representantes dos seus principais protagonistas: do ensino ao mundo do trabalho, dos museus ao Estado, passando pelas autarquias, as associações locais, as organizações profissionais. Mas a oportunidade de um diagnóstico não se justifica senão pela busca de soluções, de vias de trabalho e perspectivas de futuro. O que é a Arqueologia, hoje? O que queremos que seja amanhã?

O Livro branco da Arqueologia portuguesa é uma iniciativa aberta, e por isso divide-se em doze partes, cada uma delas constituída por secção de textos redigidos por convite, e outra secção de textos e depoimentos enviados à sua comissão redactora de acordo com os temas genéricos apresentados. A comissão fará uma selecção dos textos recebidos tendo em conta as limitações objectivas do livro e os critérios editoriais indicados. O objectivo é a apresentação de uma série diversificada de textos de reflexão cuidada e fundamentada.

Destaca-se ainda um anexo com uma lista de património em risco, constituída por fichas individuais, e igualmente aberta à participação de todos.

Apelamos por isso a toda a comunidade arqueológica o envio de textos. Queremos que este Livro branco constitua um verdadeiro marco, da forma mais participada possível, e se assuma desde logo como ferramenta de trabalho.

Critérios editoriais:

  • Os textos enviados não devem ultrapassar as dez páginas dactilografadas (espaçamento simples), de acordo com as normas editoriais da Revista Portuguesa de Arqueologia;
  • Os autores dos textos devem identificar-se à comissão redactora, com respectiva filiação institucional, a qual se compromete a respeitar o anonimato, ou a apresentação dos textos sob pseudónimo na sua publicação, caso seja a vontade do autor;
  • Os textos devem centrar-se num dos tópicos específicos, sem prejuízo do alargamento da reflexão;
  • Os textos podem assumir a forma de ensaio, desde que as informações apresentadas sejam devidamente fundamentadas;
  • As fichas de sítio para o património em risco deverão conter: 1.Identificação, administrativa e geográfica, do sítio ou conjunto; 2. Breve historial, da investigação e das intervenções realizadas; 3. Riscos em que se encontra.
  • O prazo limite para a entrega dos textos é 30 de Abril de 2010.


Livro branco da Arqueologia portuguesa

  1. Introdução
  2. As universidades e o ensino da Arqueologia
  3. A Arqueologia e o mundo laboral
  4. A Arqueologia e os museus
  5. A Arqueologia e o Estado
  6. A Arqueologia nas autarquias
  7. A Arqueologia e o associativismo
  8. Os arqueólogos e a sua organização
  9. A Arqueologia e a investigação
  10. A defesa do património
  11. A função social da Arqueologia
  12. Perspectivas de futuro. Conclusões.
  • Anexo: Património em risco.

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Auditório do Museu Arqueológico

Ruínas do Convento do Carmo – Largo do Carmo – Lisboa


09 de Fevereiro, 18h

“A experiência dos Itinerários Arqueológicos: ontem e hoje”

por

Maria Filomena Barata

(Instituto dos Museus e da Conservação)

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